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Grávidas acompanhadas pelo CRAS participam de palestra sobre depressão pós-parto



Depressão Pós-Parto foi o tema da última reunião com as gestantes do Gerando Vidas, grupo assistido a cada quinze dias pelo Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). O encontrou foi realizado na sede do órgão na quarta-feira, 21, e contou com palestra da estagiária do CRAS, a estudante de Psicologia, Júlia Soares. A psicóloga Tásia Trindade e a coordenadora do CRAS, Paula Pinheiro também participaram.

“Foi um momento para tratar sobre um assunto muito importante de ser debatido que é a depressão. É considerada a doença do século e não podemos deixar de falar da depressão pós-parto que é uma doença que tem atingindo milhares de mulheres”, disse Julia.

Segundo a estudante, no Brasil já foram registrados mais de 2 milhões de casos de depressão pós-parto e com um detalhe: “Esses casos não afetam só as mulheres, os homens também são atingidos. Existe depressão pós parto paterna. Não é como a mulher, claro, mas existe”, contou. “Foi um momento delas saberem mais sobre a doença, um momento de alerta”, complementou.

De acordo com Júlia, inúmeros fatores podem ser atribuídos ao desenvolvimento da doença. “Tem a questão financeira, o histórico familiar, ter tido depressões anteriores à gravidez, relacionamentos abusivos durante a gravidez, alimentação ruim, estresse, etc”.

Os sintomas, segundo Julia, variam entre o isolamento social e a mudança de humor repentina. “O choro muito fácil é outro sintoma, e o maior deles, que é a rejeição do seu filho, que a mãe não consegue criar afeto, amor, pelo ser que gerou”.

Além da depressão pós-parto, a estagiária também falou sobre o baby blues. “Que é um sintoma que na maioria das gestações acontece e é confundido com depressão. Porém, o baby blues só acontece entre uma e duas semanas após o nascimento da criança. Se os sintomas ainda persistirem depois disso, a mulher já tem que se preocupar um pouco mais porque já pode ser considerado um começo de depressão”, explicou.

“O alerta ficou pra eles se cuidarem e procurarem ajuda. O tratamento é feito com psicoterapia. A ajuda de um psicólogo é de suma importância nesse tratamento”, finalizou Júlia.

Abertura

Antes da palestra, a coordenadora do CRAS Paula Pinheiro abriu o momento com as gestantes falando sobre o Agosto Lilás, campanha realizada anualmente, durante o mês de agosto, em alusão à data de sanção da Lei Maria da Penha, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o fim da violência contra mulheres.

“Falei que para ser considerada uma agressão, não necessariamente ela precisa ser física, a lei prevê 5 tipos de agressões que violam os direitos humanos e que devem ser denunciadas. São elas: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Durante todo o mês tempos realizado eventos e aproveitado para falar sobre cada uma delas”, disse Paula.












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