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CRAS leva psicóloga para promover Setembro Amarelo entre jovens na escola Tancredo Neves



O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) promoveu nesta terça-feira, 17, mais uma ação de promoção da campanha Setembro Amarelo. Dessa vez, a atividade foi realizada na Escola Municipal Tancredo Neves. A psicóloga do serviço, Tásia Trindade conversou com alunos e professores sobre o significado da campanha que tem como objetivo maior prevenir o suicídio.

“Na idade escolar, a percepção do suicídio como forma de findar o sofrimento pode estar atrelada a outras adversidades enfrentadas pelo jovem, seja dentro, seja fora da escola. Questões como bullying, depressão, relações familiares conturbadas, entre outras, podem estar na raiz do problema”, comentou Tásia.

De acordo com a profissional, a escola pode ser um ambiente de formação também voltada à educação emocional. “Por isso, defendemos a importância de falar sobre o tema, discutir nas escolas, com naturalidade e seriedade, para que tenhamos adolescentes emocionalmente saudáveis”, destacou Tásia.

A coordenadora do CRAS, Paula Pinheiro acompanhou a atividade. Para ela a abordagem do tema suicídio na escola pode ser delicado, mas tem grande relevância na prevenção do problema. “Campanhas como o Setembro Amarelo são boas oportunidades de iniciar ou intensificar os esforços da instituição em promover a conscientização de toda a comunidade escolar a respeito da seriedade do assunto e, claro, colaborar para prevenir o ato”, disse.

A ação na Tancredo Neves ainda contou com apresentação do Grupo de Dança do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, órgão ligado ao CRAS. Adolescentes acompanhados pelo serviço fizeram uma encenação de música Amianto da banda Supercombo, que aborda o suicídio. “O tema da música trabalha umas das principais causas de morte entre os brasileiros na atualidade: o suicídio”, finalizou Paula.

Suicídio

Uma pessoa comete suicídio a cada quatro segundos no mundo, é o que diz um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso corresponde a 800.000 mortes por ano. Os dados são referentes a 2016 e o número é superior aos óbitos por malária, câncer de mama, guerra ou homicídio e significa “um sério problema de saúde pública global”, segundo a organização.

No geral, pouco mais da metade de todas as pessoas que cometem suicídio têm menos de 45 anos. Entre a faixa etária de 15 a 24 anos, o suicídio é a segunda principal causa de morte, depois de acidentes de carro.




















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