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“Casos de leishmaniose vão diminuir, mas requer tempo”, confirma veterinário do município



Pela primeira vez na história de Umarizal, está sendo realizado um trabalho de apreensão de cães soltos na rua e promovida ações enérgicas de combate ao calazar. O destaque foi colocado pelo médico veterinário do município, Rafael Duarte, durante audiência pública para debater a questão da leishmaniose realizada nesta quarta-feira, 23, na Câmara Municipal.

“Nunca foi apreendido nenhum animal de rua em Umarizal, e agora a gente vem apreendendo. É louvável o trabalho da vigilância sanitária em Umarizal”, disse o médico.

Apesar dos esforços da Secretaria Municipal de Saúde, Rafael disse que o trabalho de combate à doença requer tempo. “Os casos vão diminuir, as ações vão começar a surtir efeito, só que requer tempo mesmo, pois não se pode eliminar todos os mosquitos. É um trabalho diário e a gente já vem colhendo frutos”, acrescentou.

Segundo Rafael, o trabalho do governo municipal contra a leishmaniose começou em 2017 no bairro Caraíbas. Antes disso, o município passou doze anos sem ações de combate a doença.

“Foram 12 anos da leishmaniose esquecida em Umarizal, 12 anos sem um único teste realizado. A realidade é essa. A gente pegou a bomba meio armada, mas ela já havia explodido antes, pois houveram casos humanos, um deles no bairro Caraíbas. O bairro inclusive foi o precursor de todo esse trabalho. Foram 200 testes em 20 dias em 2017, e 70% dos animais estavam infectados”, destacou.

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