Doentes renais são grupo de risco. Saiba como devem se proteger


Os pacientes com doenças renais crônicas estão no grupo de risco do novo coronavírus. Isso porque possuem o sistema imunológico mais fraco do que o da população em geral. Segundo o último censo realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, 126 mil brasileiros são doentes renais crônicos.

“Geralmente eles têm diabetes, hipertensão e falência renal, por isso são considerados imunodeprimidos”, explica a doutora Maria Letícia Cascelli, médica nefrologista e diretora da Clínica de Doenças Renais de Brasília (CDRB).

A nefrologista ressalta que os pacientes devem continuar comparecendo às sessões de hemodiálise regularmente para não comprometem os rins e, consequentemente, correrem o risco de ter problemas nos pulmões. No entanto, devem seguir algumas recomendações de proteção ao sair de casa como usar máscaras, evitar usar brincos, colares e bolsas e não tocar em botões dos elevadores das clínicas, por exemplo.

Os pacientes que já receberam transplantes, mesmo quando estáveis, devem permanecer em distanciamento social nesse momento. “Eles também são imunodeprimidos e devem ficar em casa”, aconselha.

O tratamento constante não deve ser interrompido pelo medo da pandemia atual. “A população saudável pode ajudar ficando em casa”, enfatiza a médica. “Esses pacientes não podem deixar de fazer a hemodiálise. Não há opção. E também não podem ficar vulneráveis ao vírus”, completa.

Outra sugestão da médica é que os pacientes fiquem atentos ao calendário de vacinação contra a influenza para evitar outras complicações de saúde neste período de sobrecarga. “A rede está sobrecarregada de solicitações de exames para detectar o coronavírus. Se a pessoa tomou a vacina, é possível descartar o influenza com mais rapidez”, orienta.

Do Metrópoles

Comentários